A deficiência da Gestão, no DRH de uma Empresa Publica.
A deficiência da Gestão, no DRH de uma Empresa Publica.
INTRODUÇÃO:
E possível porem difícil
mudar a cultura de uma organização, na esfera publica as características
próprias definem sua estabilidade como amarras ao passado transformando o
patrimônio publico em museu histórico, centralizando na administração o
funcionamento uniforme da prestação de serviços, com isso os funcionários não
se sentem compromissados com a organização na busca de crescimento e sucesso
pessoal e da empresa.
São organizações
conservadoras que nunca se alteram, como se o mundo ao seu redor nunca mudasse,
a alteração ocorre apenas na esfera política dentro das empresas publicas
municipais, onde o estimulo fica condicionado aos cargos comissionados e de
confiança, cuja rotatividade resulta numa mudança muitas vezes dramática e
inaceitável dentro do contexto funcional.
Uma nova liderança de topo
pode proporcionar um conjunto de valores capaz de modificar uma estrutura
organizacional que responda de forma positiva e estimulante a crises,
introduzindo uma nova mentalidade dentro da cultura corporativa. Fazendo-se
necessária a ocorrência de mudanças que permitam criar uma nova historia, e
rituais positivos de apoio e valorização dos funcionários efetivos, promovendo
a socialização e redesenhando novas regras de participação, criando assim um clima
de confiança, sendo um ingrediente necessário para o sucesso da empresa
publica, cuja característica principal e a prestação de serviços de qualidade,
padronizando o nome da empresa e personalizando a administração da Cidade.
Segundo a citação de Chiavenatto
(2004) podemos analisar uma criteriosa avaliação do termo cultura de uma
organização.
As
essências da cultura de uma organização provem da maneira como a organização
faz negócios, a maneira como ela trata clientes e empregados e o grau e autonomia
ou liberdade, que existe nos departamentos ou escritórios, de lealdade
expressado pelos empregados a respeito da organização.(Chiavenato.I p.165.2004)~
Essa
definição de cultura organizacional, mostra de forma simples, que a atribuição de
valores agregados não apenas as atividades do trabalho a ser feito, mas também
o relacionamento interpessoal e motivador do dirigente e seus colaboradores, é
fundamental para despertar desafios, e obter apoio e retaguarda para um
trabalho eficiente, e um bom desempenho no trabalho em equipe.
Na
empresa publica, temos um modelo clássico de repartições e departamentos que
desenvolvem suas funções como órgãos prestadores de serviços centralizando suas
relações de trabalho no departamento de recursos humanos que muitas vezes
desenvolvem o trabalho burocrático na esfera administrativa global, algumas
autarquias possuem autonomia e seu próprio departamento de recursos humanos,
porem recebem influencia e envolvimento da maquina administrativa, que
monopoliza suas atividades.
Capitulo 1 - BREVE HISTÓRICO DA EVOLUÇÃO ADMINISTRATIVA
PUBLICA NO BRASIL.
O nosso país atravessou
fases de grandes evoluções e mudanças ao longo do tempo, dentro da esfera
administrativa da categoria publica.
O modelo de administração
publica patrimonialista surgiu entre os Europeus no século XVIII, Segundo
Oliveira. L. (2007) “uma extensão de o próprio poder do governante e os seus
funcionários considerados membros da nobreza”. Ou seja, com o poder
centralizado nas mãos do Soberano a corrupção e o nepotismo faziam parte dessa
administração. Para combater essa alienação, surge a Burocracia que formaliza
dentre outros assuntos uma espécie de carreira publica, numa administração mais
transparente, obedecendo á regras de hierarquia funcional e controlando os processos
de admissão de pessoal acessando a contratação do poder publico para o
atendimento as necessidades da população.
Porém Oliveira. L. (2007)
salienta que esse poder corre o risco de transformar o controle, num simples
meio para atingir seus objetivos. Dessa forma a Maquina Administrativa se volta
para si mesma desafiando a sua principal missão que é servir a sociedade.
Com o avanço da tecnologia e a necessidade de uma
administração burocrática mais sistematizada, foi imprescindível a criação de uma
gerencia que pudesse avaliar criterizar, e controlar o desempenho profissional e
os resultados positivos dos processos utilizados. Esse novo modelo de
administração gerencial não descaracteriza o burocrático, porém auxiliam ás
mudanças estruturais nas organizações. Uma nova gestão publica que propõe, a
descentralização do serviço publico, a regulamentação e adequação da prestação
de serviços, a identificação do contribuinte como cliente dos serviços
públicos, a busca pelas metas, qualidade e eficiência no trabalho e
principalmente a oportunidade de ascensão na carreira profissional do servidor,
motivando a integração do mesmo no ambiente de trabalho. Considerando as grandes evoluções e mudanças dentro da esfera
administrativa da empresa publica, que revelou em meados do século XVIII, ser
um tanto narcisista, por apresentar um poder centralizado nas mãos dos
governantes da nobreza, já se apresentava coroado de corrupção e nepotismo,
seguramente à frente a burocracia veio formalizar o emprego publico, porem deixou
a administração publica mais transparente, e o avanço tecnológico nutriu de
expectativas a grande mudança estrutural dentro da esfera publica o interesse político-econômico
fez com que o governo descentraliza-se o poder publico, e potencializam-se as
empresas publicas contribuindo com a carreira profissional dos servidores
motivando o ambiente de trabalho, e fugindo das idéias de privatização. A
criação de empresas publica de saneamento básico ocorreu com a revolução
industrial que trouxe as pessoas do campo para cidade, urbanizando e tornando
as cidades grandes centros de concentração de mão de obra e também a
contaminação de varias doenças por falta de água tratada e aterros sanitários.
A empresa citada nessa pesquisa
teve inicio em meados do século XX quando a população obtinha água potável
através da perfuração de poços em seus quintais, o que significava um risco
alto a saúde das pessoas, então em 1952, o poder publico criou o DAE (
Departamento de Água e Esgoto) que começou a captar a água através de drenos
das nascentes e tratar a água que iria abastecer a cidade, no mesmo ano foram
instalados 2.430 metros de tubulação de ferro 200 milímetros, ligando a casa de
bombas da captação a cidade e a construção de um reservatório elevado com
capacidade de armazenamento de água de 450 mil litros. E em 1955 foi criada a
primeira estação de tratamento de esgotos Tipo (fossa OMS) obedecendo aos
padrões da organização Mundial da Saúde e em 1962 foi construída uma nova
estação de captação e Tratamento.``Dezesseis anos depois em 1969, a Lei n°
1268∕69 criou o SAAE(Serviço Autônomo de Águas e Esgotos)``.
Seguindo a evolução e o
crescimento populacional da cidade começou a instalação do parque dos
hidrômetros e a construção de reservatórios de maior capacidade de armazenamento
de água e também a construção das primeiras dez estações de recalque dos
esgotos para a proteção do córrego existente no município.
Hoje a cidade já conta com 100%
de todo esgoto tratado e reservatórios de água espalhados em pontos estratégicos
do município, que dificilmente enfrenta problemas com falta de água, sendo um
dos municípios do Estado de São Paulo que possui a água tratada mais barata
alem de estar obedecendo rigorosamente os padrões de potabilidade conforme
portaria 36/GM de 19/01/1990.
Em 1952 quando da criação do
Departamento de Água e Esgoto o atendimento as necessidades do Saneamento
básico eram direcionadas a Administração Publica que controlava o Departamento
dentro da prefeitura na divisão de obras publicas, era um processo vagaroso e
subjetivo, porem visto como uma modernidade no processo de crescimento e
desenvolvimento da cidade. A administração um tanto adequada à prestação de
serviços não visava lucros oriundos da clientela, apenas faria aumentar o
substancial da maquina administrativa, com o intuito de fazer crescer a cidade,
em busca da maior urbanização e imigração, fato que interviria na economia da
cidade.
Entretanto dezesseis anos
passaram ate então, para que a empresa publica municipal se tornasse mais
complexa e flexível na sua economia e criasse seu próprio regime Jurídico
obedecendo às regras previstas na lei orgânica do município. Daí então foi
criado o Serviço Autônomo de Águas e Esgotos, uma empresa autárquica com
autonomia administrativa e personalidade jurídica própria, porem um braço da
prefeitura do município que respeita a hierarquia estatutária regida pelas
Constituição Federal, mas que submete a sua jurisdição a maquina
administrativa, através do estatuto.
Graças às inovações previstas
na organização publica pelo âmbito constitucional, direitos e deveres
acessíveis aos servidores facilitam a empregabilidade e a grande demanda pelo
trabalho nas organizações publicas.
O fator relevante desse sistema
e a troca quadriênio das secretarias e superintendências das autarquias
municipais ora encontramos agentes inovadores e com propostas de crescimento e
desenvolvimento dentro da organização, ora há os que deixam passar os anos sem
nada desprender de novo.
Vimos assim que dentro da
política organizacional da empresa publica, a hierarquia provém de divisões de
setores e departamentos dentre os quais podemos encontrar os supervisores, os
chefes de divisão, e os diretores de Departamento, cada qual com sua função
especifica de administrar, controlar, fiscalizar, gerir, coordenar e
desenvolver projetos pertinentes a sua área, porem devem obedecer a um superior
maior, este apto a decidir e dar a solução final aos assuntos.
O que sabemos ainda e que toda
essa hierarquia a ser obedecida não pode fugir da alçada do Departamento de
Recursos humanos, que esta completamente comprometido com todo o desempenho dos
outros departamentos, e que devem enviar todas as informações necessárias ao
departamento de recursos humanos, e assim sucessivamente.
Dessa forma o departamento de
recursos humanos passa a desempenhar um papel de grande importância dentro da
empresa publica, o que antes funcionava como um departamento pessoal, apenas
para contabilizar, admitir e demitir, hoje explora uma gestão organizacional
coincidentemente igual às empresas privadas, a grande valorização dada hoje ao
funcionário engloba toda a tecnologia da gestão por competências, habilidades e
atitudes.
1.1 A ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS
HUMANOS
Para alguns pesquisadores
a administração é vista com um projeto de criação e manutenção de um ambiente
interno, onde indivíduos se organizam em grupo para trabalharem visando os
mesmos objetivos.
Mas para que essa organização seja eficiente é
necessária a perfeita integração do grupo.
Dessa forma uma abordagem sistêmica
desse envolvimento pessoal define alguns conceitos básicos relacionados ao
comportamento interpessoal, as características físicas, os valores, as crenças,
o conhecimento, o modo de pensar, e os sentimentos de cada individuo,
desenvolve uma relação de interação que pode ou não afetar o desempenho e
crescimento das organizações. O departamento de recursos humanos, anos atrás,
era visto apenas como um processo seletivo de indivíduos com capacidade ou não
de desenvolver o trabalho.
É muito complexo compreender a importância da
especificidade e autonomia na área de recursos humanos, que com qualidade de
trabalho pode gerar possibilidades para qualificação de pessoal e capacitação
intelectual na formação de lideres, autônoma e descentralizada compreendendo
que o meio oferece condições para um bom desempenho humano.
A maior dificuldade dentro das empresas sejam
elas públicas ou privadas é de viabilizar recursos para o DRH, para que possa
explorar e capacitar através de cursos, os seus colaboradores. Algumas grandes
empresas por expandir a especialização de funções, devido a sua complexa tarefa
são estruturadas para realizar e controlar o gerenciamento de suas políticas de
objetivos e metas, é difícil o contato entre o patrão e o empregado atribuindo
assim a tarefa de administrar para o recursos humanos.
A função dos recursos humanos dentro
da organização é ter um profissional que possa atender a legislação e organizar
aspectos de relações, salários, comunicações, avaliação do desempenho, cargos,
promoções, treinamento, recrutamento, capacitação e qualquer mudança ou
alteração dos objetivos fundamentais da organização.
“A administração de
recursos humanos (ARH) é uma área de estudos relativamente nova”. No Brasil o
profissional de recursos humanos ainda é um executivo encontrado somente nas
grandes organizações e, excepcionalmente, nas médias organizações.
Todavia, a ARH é perfeitamente aplicável a
qualquer tipo ou tamanho de
organização. (Chiavenato), 1979 pág. 157
Normalmente o assunto tratado no ARH refere-se
a uma multiplicidade enorme de conhecimentos, dentro os quais aplica –se a
linguagem, interpretação, comunicação, noções de psicologia, tecnologia de
aprendizagem, legislação, nutrição, alimentação, enfermagem, serviços sociais,
contabilidade, administração, motivação e responsabilidade.
Todos esses conhecimentos e
técnicas têm que ser utilizadas pelo profissional diretamente sobre pessoas ou
indiretamente através de cargos ocupados ou planos específicos.
O DRH deve levar em consideração a mudança
constante que ocorre nas organizações.
Segundo Paul Hersey e Kenneth H. Blanchard no
livro Psicologia para administradores de empresa, pág. 6 e 7, há pelo menos
três áreas de habilidades que são necessárias para a execução do processo
administrativo: A Habilidade Técnica - que usa o conhecimento de métodos,
técnicas e equipamentos necessários para a realização de tarefas específicas,
adquiridas por experiência, educação e instrução. A Habilidade Humana –
capacidade e discernimento para trabalhar com pessoas, onde se incluem uma
compreensão da motivação e uma aplicação de liderança eficiente. E a Habilidade
Conceitual – habilidade para compreender as complexidades da organização global
e o ajustamento das operações da pessoa na organização. Este conhecimento
permite que a pessoa se comporte de acordo com os objetivos da organização
total e não de acordo com os objetivos e as necessidades de seu grupo imediato.
John
de Rockefller, um grande empresário, afirmou “pela habilidade para lidar com pessoas, pagarei mais do que por
qualquer outra habilidade imaginável”.
( apud, Hersey pág.8 ).
Para que a organização
obtenha bons resultados do desempenho de seus objetivos e que seus
colaboradores manifestem espírito de liderança e capacidade é necessário à
compreensão da natureza humana.
O ARH precisa ter essa
compreensão para poder predizer, mudar e até controlar o comportamento.
Nosso comportamento é
geralmente motivado por um desejo de atingir algum objetivo, os impulsos que
motivam o nosso comportamento são em grande parte consciente o que os tornam
sucessíveis de exame e avaliação.
Segundo Sigmund Freud "A motivação inocente é
muito importante, embora as pessoas nem sempre estejam cientes do que desejam o
seu comportamento é influenciado por esses motivos". Freud fez uma
analogia entre a motivação das pessoas e as estruturas de um iceberg, ou seja,
uma parte importante da motivação humana esta abaixo da superfície e nem sempre
é evidente.
À medida que o individuo amadurece desenvolve
hábitos ou resposta condicionada a vários estímulos, esses hábitos é que
determinam a sua personalidade, quando uma pessoa se comporta numa situação
motivadora, esse comportamento se torna uma contribuição “estimulo” á sua gama
de experiências.
Embora seja difícil, porém
possível mudar o comportamento das pessoas a motivação ou a colaboração de algo
novo a sua frente possa facilitar o retorno de um potencial maior, no
desprendimento da conquista de objetivos, essa motivação é que sustenta as
habilidades que desenvolvem o individuo e manifesta o desejo de trabalhar em
grupo, pois encontra, nos outros a compatibilidade da realização dos nossos
sonhos, o meio oferece então possibilidades de crescimento interior, e esse
crescimento é projetado para o meio, como resposta ás necessidades do individuo
de compartilhar os seus objetivos.
Isso mostra a importância
do departamento de recursos humanos na busca de recursos e condições para
estabelecer um relacionamento mais acentuado na mediação e auxilio dos
assistidos(colaboradores) para que se possa desempenhar um papel importante
nessa relação.
CAPITULO 2 - O PAPEL DO DEPARTAMENTO DE RECURSOS
HUMANOS NA AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO HUMANO.
Quando falamos de desempenho humano, pensamos em
inovações no processo de formação de avaliação e desenvolvimento pessoal, porem
esse processo não é recente. Segundo Koontz, H. &O “Donnell, C. (1964) a
historia conta que, no século IV, na fundação na Companhia de Jesus, Santo
Inácio de Loyola fazia relatórios e notas das atividades e potencial de seus
jesuítas”. Já em 1842, o Serviço Publico Federal dos Estados Unidos teriam
implantado um sistema de relatórios avaliando o desempenho dos seus
funcionários, e em 1918, o autor relata que a multinacional General Motors já
possuía um sistema de avaliação de desempenho de seus executivos.
Sabemos a
maior preocupação dos antigos e atuais administradores é a eficiência da
maquina cujo desempenho resulta na produtividade da empresa, em qualquer ramo
que ela desenvolva suas atividades, e o processo de seleção de pessoas
empenhadas em desenvolver projetos que alimentem o crescimento profissional e
intelectual do individuo é considerado um fato relevante nos dias atuais, e
esse interesse pelo crescimento individual resulta em profissionais mais
empenhados em colaborar no aumento da produtividade da empresa, gerando assim a
busca pela qualificação, capacitação e habilidades profissionais com avaliações
de desempenho e relações psicossociais coordenadas pelo Departamento de
Recursos Humanos das empresas.
Na empresa publica as implicações da cultura
organizacional sobre a gestão de pessoas dimensiona a pratica de uma gestão
competitiva devido às concepções características da cultura que retem o
funcionário no cumprimento de sua função, sendo compatível ou não com sua
intelectualidade delegando valores sem apresentar oportunidades de condições de
trabalho competitivas para a conquista de cidadania.
Os cargos mais elevados ficam a mercê da amizade e
confiança do líder por um funcionário da empresa publica, ou linhagem política e
provisória dos acordos firmados entre as comissões partidárias durante a época
das eleições, delegando muitas vezes responsabilidades a pessoas sem o
conhecimento absoluto do exercício da função causando arbitrariedade em
contrapartida as habilidades e competências exigidas hoje pelo mercado de
trabalho, muitas vezes as empresas publicas acabam constrangendo o conceito
valorativo e ideal da organização, sendo impossível fugir do controle da
influencia da cultura prevalecente dessa organização, ela acaba se tornando um foco
de desmotivação para o funcionário publico que acaba sendo obrigado a digerir
uma administração oposta aos seus interesses.
Estamos na era das mudanças e inovações
determinantes do crescimento e evolução funcional, a empresa publica que antes
não visava lucros, hoje depende do bom desempenho de seus departamentos
informatizados e evolutivos para custear a saúde, a vida e o bem estar social,
e funcional; estamos diante de uma nova sociedade, mais participativa mais
exigente, que busca a tecnologia e a ciência para facilitar e melhorar a
qualidade de vida, se a empresa não customizar, implementar a sua cultura, e
produzir de uma forma mais avançada não
conseguira cultivar seus valores
centrais e deve cair dentro do campo das pressões externas que influenciam a liderança e competitividade, atuando de
forma negativa e desestruturando toda forma de organização.
Sobre esse aspecto o departamento de Recursos
Humanos, não pode opnar, pois na empresa publica o departamento não tem
autoridade nem recursos para implementar um projeto de gestão mais competitiva
e voltada às habilidades do individuo, por ser ministrada pela maquina
administrativa que através de estatutos e regimes internos, implantam regras a
serem seguidas por todos departamentos públicos e estatutários.
Vemos que os funcionários executam há anos a mesma
função, e mesmo sabendo que ele possui outras habilidades, o Departamento de
Recursos Humanos não pode facilitar a sua ascensão profissional, porque o jogo
de regras e claro, quando define no estatuto que apenas o cargo x ou y oferece
mudanças de classe, ou categoria comissionada., e os dirigentes atuais não se
preocupam em reestruturar o estatuto diante do surgimento de novas expectativas
eleitoreiras, deixando a releitura do estatuto para o próximo mandato, como
estratégia para reeleição.
Capitulo 3 - UM NOVO MODELO DE GESTÃO QUE PODE SER
USADA NAS EMPRESAS PÚBLICAS
Essa nova gestão, voltada
ao desenvolvimento intelectual e participativo de evolução funcional, é vista
como uma inovação impossível nos programas anuais desenvolvidos pelo sistema
publico, que orçam apenas a otimização da prestação de serviços, terceirização
de obras e abastecimento de maquinas, equipamentos e materiais para serviços e
manutenção, tornando inviável gasto com cursos de capacitação, gerenciamento,
tecnologia da saúde e segurança no trabalho, e custeio de programas sociais em
beneficio ao servidor, que poderiam ser promovidos pelo departamento de
Recursos Humanos responsáveis pela associação e relações interpessoais
funcionais do órgão ou empresa.
A complexa questão da
intervenção do Estado na economia assume grande importância no quesito
prestação de contas ao Tribunal, no que parece ser o responsável pela barreira
imposta para a concretização de uma gestão mais democrática e objetiva, dentro
das organizações publicas.
Entretanto a empresa
publica municipal possuem seu próprio regime jurídico obedecendo a regras
previstas na lei orgânica do município, e no estatuto do servidor publico
municipal, regidos pela constituição. Porém abriu diversos leques para estudos
diversificados e planos estratégicos regulamentados, como no plano Plurial
Municipal, Plano Diretor, Projetos Participativos, Políticas Publicas,
Empreendedorismo e diversidades numa junção administrativa do poder executivo e
as empresas publicas e autárquicas.
Muitos desses projetos
obedecem à lei orgânica do Município e se dissipam por todos departamentos
dentro da organização publica envolvendo a massa industrial, comercial e rural
da cidade, auxiliando no desenvolvimento social e econômico da população e
conservação do meio ambiente, e outro fator relevante é que emprega
pesquisadores, estagiários e pessoas comuns para o desenvolvimento e praticas
do projeto, ação essa composta por uma analise criteriosa de competência,
habilidade e atitude, se levarmos em consideração que esses parâmetros
analíticos estão sendo utilizados pelos dirigentes da organização publica sem
que sejam tomados como objeto de estudo, e longe da sua percepção, faz-se
necessário refletir como despertá-los para o referencial ser utilizado como
critério dentro da administração publica e funcional.
A interferência do novo
administrador público nesse âmbito é imprescindível, as idéias de inovação do
atual gestor devem ser colocadas em pratica, sem medo de arriscar, customizar o
departamento de recursos humanos no orçamento anual e disponibilizar regulamentos
legais que facilitem o processo de inovação, o novo administrador deve
desempenhar as funções de planejar, organizar, dirigir, controlar e formar uma
equipe que saiba planejar, executar, criar metas e objetivos a serem atingidos.
Sabemos que não é a
empresa que se adéqua ao funcionário, mas sim o funcionário que deve se adequar
a empresa, porém o gestor que assume a liderança deve saber visionar o futuro
dos seus colaboradores, antecedendo a motivação ao conhecimento e capacitação
dos membros da organização, buscando comprometer a sua equipe, em estudar
alternativas que facilitem o treinamento e desenvolvimento dos funcionários,
para que eles se envolvam nas mudanças tecnológicas e valorizem as inovações,
buscando comprometimento, adaptação e incentivo.
Vimos que a dificuldade de
inovações na empresa publica, está voltada á cultura organizacional da empresa,
regida por um sistema único de regras que condiciona a utilização de uma gestão
mais democrática e ligada ao Departamento de Recursos Humanos.
A estabilidade funcional estabelece uma
situação de comodismo, e a dissocialização frente aos novos dirigentes
políticos, cria uma vertente.
De um lado encontramos trabalhadores
com uma longa carga de experiência, mas absortos em uma única função, na busca
da aposentadoria, e do outro um dirigente, um gerenciador iniciando sua
carreira de gestor, cheio de novas idéias e comprometimento com a administração,
inicia-se um longo processo de adaptação que pode resultar numa dramática instabilidade
estrutural.
Caberá á maquina
administrativa, regulamentar as normas regimentais do órgão publico, para
delegar á sua secretaria acessibilidade de viabilizar programas de capacitação
e incentivo á sua equipe, comprometendo o departamento de recursos humanos, na
busca de inovações e planejamento, e principalmente no gerenciamento da gestão
por competências, como avaliar seus funcionários e criar um programa de
concursos internos para avaliar o grau de conhecimento dos seus colaboradores e
motivando-os a executar suas tarefas com mais entusiasmo, e buscar
conhecimentos através de cursos, o DRH pode também implementar a ascensão
funcional criando projetos de evolução permanente, reavaliando o Estatuto
anualmente que por vezes se torna um patrimônio inviolável nas mãos dos
dirigentes que prometem cargos para os conhecidos de fora da empresa e se
esquecem que no âmbito do órgão publico estão funcionários que trabalham anos
afins esperando que um dia alcancem uma promoção.
Infelizmente parece que o
estatuto serve de regra apenas para os funcionários das áreas operacionais, porque
a evolução funcional dentro do estatuto um tanto atrasado e conhecido pelo órgão
publico, serve apenas para a elevação dos cargos administrativos, parece que o
departamento de recursos humanos se esquece, que muitos brasileiros estudados,
por falta de oportunidade e diante da necessidade de trabalhar optam por
prestar concursos em cargos mais baixos por oferecerem mais vagas e não
exigirem formação ficando mais fácil para se ocupar a vaga.
Porem esses funcionários começa muito bem,
executando as tarefas que lhes são passadas e cheios de esperança de um
crescimento profissional, mas quando descobrem que quando são chamados a
executarem outras tarefas, logo depois ficam sabendo que estão desviados de
função e que vão continuar recebendo o mesmo salário acabam ficando
desmotivados e podemos considerar que esses funcionários provavelmente não vão
render mais.
As empresas publicas são
muito procuradas pelos seus concursos, graças a empregabilidade de vinculo efetivo e salario “fácil”, mas essas características
deixam muito a desejar para os funcionários que não estão envolvidos na política
centralizada dos cargos públicos, acabam ficando esquecidos, quando ocorrem as
mudanças burocráticas relativas a linhagem política- econômica quadriênio, das
eleições, sendo assim seria importante se criar uma nova política
administrativa dentro das organizações publicas voltadas para o desenvolvimento
de todos os funcionários estatutários provenientes de concursos, afinal esses
funcionários conquistaram os seus cargos pelo seu mérito em concurso, e não por
nomeação, Dentro desse contexto de mudanças e gerenciamento de competências e
habilidades o DRH deve desenvolver uma competitividade funcional, embora há
regras de exceção, deve-se também selecionar os funcionários que realmente
querem desenvolver habilidades e conhecimentos para o seu próprio desenvolvimento,
e os acomodados que estiverem felizes com a suas tarefas que continuem as
desenvolvendo porem o DRH não deve se esquecer que mesmo esses funcionários que
não conseguem desenvolver habilidades tem o direito de uma qualidade de vida e trabalho dignos
para sua saúde e segurança.
CONSIDERAÇÕES
FINAIS:
Através dessa pesquisa podemos
observar que ainda existem reservas quando falamos de uma empresa publica, e
mesmo a tecnologia e distribuição do conhecimento os órgãos públicos continuam
ditando regimentos e ofuscando a imagem tecnológica do desenvolvimento, parece
que ousar não faz parte do contexto organizacional, e há uma grande dificuldade
do departamento de recursos humanos de inovar as plataformas funcionais do
sistema, que ainda parece ser uma muralha difícil de se quebrar dentro da
organização, precisamos de lideres capazes de construir um futuro transparente
e voltado a sociedade em si, que envolvam todos sem discriminação, ajudando no
desenvolvimento intelectual do individuo, mesmo que esse não seja do convívio
do líder, porque o líder muitas vezes deve ser imparcial para escolher os seus
parceiros.
E ao formar sua equipe deve se lembrar
que o departamento mais bem criado deve ser o departamento de recursos humanos,
porque o próprio nome já diz e um setor onde buscamos recursos para os
indivíduos terem uma qualidade de vida e trabalho melhores, e direito de
desenvolver suas potencialidades muitas vezes oculta por falta de oportunidades, por isso a
importância de se conhecer a natureza humana, a inteligência, o potencial, a
consciência, as habilidades e a motivação que estão presentes em todos os
indivíduos, mesmo que eles não consigam externizar, muitas vezes e necessário
ajuda para que o individuo se fortaleça e busque aprimoramento. A empresa publica pode e deve desenvolver
projetos e custear habilidades aos seus colaboradores isso pode se tornar um
investimento de retorno em médio prazo, porem a empresa terá opções de mão de
obra qualificada e a certeza do desenvolvimento de qualidade.
REFERENCIAS:
Chiavenato. I. Gestão de
Pessoas.Editora
Campus 2ª edição.2004.
Chiavenato, Idalberto, Administração de Recursos Humanos
(interação pessoas e Organizações- a abordagem sistêmica e contingencial, vol.
1. editora atlas S.A São Paulo – Brasil,
1979
Denis A.R. Dr. Belmiro. V.J.C.P.H. Doutor, Planejamento Estratégico Municipal
Empreendedorismo Participativo, nas Cidades Prefeituras e Organizações
Publicas, Ed:.Brasport. RJ 2005, 1ª edição (resumo).
Hersey, Paul e
Blanchardkenneth H.(Psicologia para Administradores de Empresa. E.P.U (Editora Pedagógica e
Universitária Ltda.), Edusp – Editora da Universidade de São Paulo, São Paulo
-1974.
Koontz, s O`donnel,
Principios da Administração
– Biblioteca Pioneira de Administração e Negócios 13º edição – Livraria
Pioneira Editora – SP- 1982.
Kahn, Steve ( O bom Executivo)
3ª edição editora
record-1986.
Oliveira. Luciano, Evolução da Administração Publica no
Brasil. 2007.
Pessoa,
R.S. Empresas Publicas: A Luz das Recentes Reformas. 1998.
Planejamento estratégico Municipal. Disponível em: www.netpar.com.br/engsoft/pem.htm acessado em
02/03/2010
DE PAULA.E.A.B Pedagoga especialista em Gestão de Pessoas
e Liderança Corporativa. 2011. Elaine.saae@hotmail.com
& http://portalolhosdeaguia.blogspot.com.br/








Comentários
Postar um comentário